No dia 24 de agosto a Amazon confirmou um reajuste nos preços do Kindle no Brasil, e o impacto foi pesado. O Kindle básico, o modelo de entrada de 16 GB, saiu de R$ 599 para R$ 899. Isso é uma alta de 50% de uma vez só, sem aviso prévio, sem escalonamento, direto na tabela, e sem melhoria no aparelho: é o mesmo Kindle de sempre, só que mais caro.
Quanto cada modelo subiu no Brasil
O reajuste não foi parelho entre os modelos. O Kindle de 11ª geração, que era a porta de entrada mais barata da marca, foi o mais afetado, com a alta batendo 50%. Já o Kindle Colorsoft Signature Edition, que é o modelo topo de linha, subiu apenas 6,06%, praticamente um ajuste simbólico perto do resto da tabela.
O padrão se repete em outros produtos da Amazon vendidos aqui. O Echo Dot de 5ª geração foi de R$ 429 para R$ 649, uma alta de 51%. O Echo Spot chegou a R$ 899, o maior salto percentual da lista, em torno de 55%. Ao todo, onze produtos entre Kindle, Echo e Fire TV tiveram preço alterado, e o critério ficou claro olhando a lista inteira: quanto mais barato era o aparelho antes, maior foi o aumento agora.
Por que isso aconteceu
A Amazon deu a mesma explicação usada por outras marcas de eletrônico ao longo do ano: alta no custo global de componentes de memória e armazenamento. Em nota oficial, a empresa disse que absorveu esses custos pelo maior tempo possível antes de repassar o valor pro consumidor.
Isso tem base real. Os contratos de memória DRAM subiram cerca de 90% no primeiro trimestre de 2026 em comparação com o trimestre anterior, e boa parte da explicação está na demanda de data centers voltados a inteligência artificial, que está consumindo a capacidade industrial que antes ia pra eletrônico de consumo. A Roku já tinha subido preço de aparelho de streaming em até 60% em julho pelo mesmo motivo, e a Apple confirmou reajuste por causa do custo de memória RAM também. Não é um caso isolado da Amazon, é o setor inteiro reagindo à mesma pressão, mas o Kindle sentiu isso de um jeito mais direto porque historicamente competia justamente pelo preço de entrada baixo.
Vale a pena comprar um Kindle agora mesmo assim
Depende do que você já tem. Se você já lê no Kindle e tem a biblioteca migrada, o aumento incomoda mas não muda a experiência de uso, e trocar de plataforma agora custaria mais em tempo do que em dinheiro.
Se você está decidindo comprar o primeiro leitor digital agora, com o Kindle básico em R$ 899 a conta que fazia sentido há um mês não fecha mais do mesmo jeito. O Xteink X4 Pro é a opção que eu indicaria primeiro: chegou nesse ano com luz frontal ajustável e touchscreen, o que resolve a maior limitação dos modelos Xteink anteriores, e já está disponível no Mercado Livre sem imposto de importação. A Kobo também vende bem aqui, mas sai bem mais cara que o Xteink, então ela entra como opção só se você quer uma tela maior, de 6 polegadas, e não se importa de pagar mais por isso.
O que eu ficaria de olho
- Se você já ia comprar Kindle de qualquer jeito, vale esperar a Black Friday, porque a Amazon costuma colocar a linha em promoção nessa época, mesmo depois de reajuste de tabela.
- Se o orçamento for o fator decisivo, vá direto pro Xteink X4 Pro: tem luz, já está no Mercado Livre sem imposto e custa bem menos que a Kobo. A Kobo só compensa se a tela maior for algo que você realmente valoriza.
Se quiser comprar, deixei os links: Kindle aqui, Xteink aqui e Kobo aqui.
Vou continuar de olho nesses valores e trago atualização aqui se algo mudar antes da Black Friday.
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